quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Aprender por imitação!






Aprender por imitação, esse é o mecanismo usado pelas crianças.
Elas imitam os pais e as outras crianças.
É uma forma simples de aprender, de experimentar o novo.
Muito comum a criança querer usar os sapatos da mãe, passar o batom, fazer a barba e etc...
O que não é muito compreendido é a força que esse mecanismo possui.
Os pais vão passar um modelo de ser, e podem não estar preparados para tanto.
Seus filhos são espelho de você!
Eles copiaram de você a grande maioria dos comportamentos, reações.
Tenham cuidado com o que ensinam.
Os pais devem ser a fonte de ensinamentos, o porto seguro, o colo nos momentos de fragilidade, a mão carinhosa. Mas também devem ser o leme desse barco a vela, devem guiar, não deixar o barco ir embora ao sabor do vento.
Às vezes precisamos segurar forte esse leme para mantê-lo na direção correta, as crianças precisam desse rumo. Elas não sabem por onde ir, se você deixar solto vão se perder.
A escola realiza um estimulo formidável, devido suas características.
A criança frequenta a mesma sala e encontra todos os dias as mesmas crianças, e essas crianças possuem a mesma idade.
Em nenhum outo local vamos ter facilmente essa situação.
O processo de imitação será realizado entre elas, todas serão beneficiadas.
 Uma estimula a outra!
Se uma criança está com atraso motor, de linguagem ou de socialização, a escola é remédio.
Melhor estímulo para uma criança é outra criança, o adulto brinca com a criança com cabeça de adulto. Já possui o conhecimento da brincadeira, não está descobrindo.
A criança aprende a brincar, brincando. Descobrindo o brinquedo, e as possibilidades.
Esse processo de descoberta é o mais importante, do que o próprio brinquedo.
Os DVDs infantis podem ser usados em alguns momentos, não sou contra!
O problema está em achar que o DVD é o melhor estimulo para a criança, isso não!
O melhor estimulo é a descoberta, descobrir sabores, sons, consistências.
 Descobrir o mundo!

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Perda de fôlego!



 


A perda de fôlego é muito comum em crianças pequenas, levando os pais ao desespero.
Sempre precedida pelo choro, podendo ser choro banal.
A criança para de chorar, o som do choro some!
Por consequência vai se tornando pálida, ficando molinha podendo ficar roxa,desmaiar e até mesmo convulsionar.
Novamente a imaturidade do cérebro é a causa, a criança precisa coordenar a respiração mesmo durante o choro. É necessário pausas respiratórias para permanecer chorando.
O correto neste momento é realizar manobra especifica para o rebaixamento do diafragma.
A população costuma soprar o nariz, colocar a criança de cabeça para baixo e até mesmo dar umas palmadas.
Pode resolver, porque qualquer coisa que assuste a criança pode fazer ele pegar novo fôlego.
Na maioria dos casos solicito o EEG para descartar a possibilidade de crises convulsivas.
Na perda de fôlego o EEG é normal.
Existe a possibilidade de um fator emocional prolongar os eventos, pois crianças maiores não possuem justificativa para a perda de fôlego.
A necessidade de medicação é quase nula, mas já tive casos onde os episódios eram tão constantes que realizei Video -EEG.
O indicado é a manobra de rebaixamento do diafragma no momento da perda de fôlego.
Na manobra se realiza pressão positiva ( aperta-se) como num abraço a criança, porém na altura da divisão do tórax para o abdômen.

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra

sábado, 21 de novembro de 2015

O engatinhar!


 

Para mim a fase motora mais importante é o engatinhar.
As mães não valorizam muito essa fase, até consideram que a não realização é sinônimo de precocidade.
Muitas falam que a criança não engatinhou, se levantou e andou. Falam com orgulho como se fosse sinal de sucesso
 Pular uma fase do desenvolvimento nunca pode ser sinônimo de sucesso.
Todas as fases são importantes.
E o engatinhar no desenvolvimento motor é o mais importante de todas.
Se a criança engatinha corretamente é certo a aquisição de uma marcha estável e ágil.
No engatinhar vamos adquirir a sensação de espaço corporal e a coordenação motora.
É necessário a troca sincronizada dos membros superiores com os inferiores, para o engatinhar tipico.
A criança pode começar o engatinhar de forma atípica, de bunda, para trás ou esquecendo uma perna.
Isso deve ser corrigido, pois distorções do espaço corporal podem ser levadas para o andar.
Existem técnicas onde colocam-se meias com guizos nos pés, pois ao movimentar o som dos guizos serve de estímulo, vira uma brincadeira.
Criança que não exerce essa fase, costuma andar com quedas frequentes, pois ao acelerar o passo não possui a coordenação suficiente para tanto.
No engatinhar o peso corporal está distribuído em 4 pontos, e será transportado para 2 pontos de forma progressiva.
Esse mecanismo evita as deformidades ósseas das pernas, comum com o uso de "anda já."
Se o osso não estiver cálcio suficiente para suportar o peso do corpo, o resultado é vergar.
Com uma ano, idade média para a aquisição da marcha, a criança ainda não possui o reflexo de se  proteger com as mãos durante uma queda.
 O resultado são "galos" na testa, inevitáveis desta fase.
O engatinhar adequado torna a queda ao solo menos frequente, durante o inicio da marcha.
Portanto, a família deve estimular o engatinhar.
Dar espaço para a criança buscar os brinquedos, se erguer com apoio.
Objetos tão usados no passado como "anda já" e "cercadinho", não são mais indicados.
O "anda já" porque ensina a criança a andar sentado, força a suportar o peso corporal de forma precoce, além do risco elevado de acidentes. As rodinhas podem provocar acidentes de consequências graves, por capotamento.
O "cercadinho" por ser muito pequeno, só permite que a criança fique sentada ou em pé, não permite o engatinhar.
Acreditem quem engatinha com qualidade, vai andar com segurança.

                                                                                      Dra. Cristine Aguiar
                                                                                              Neuropediatra

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O desenvolvimento do paladar!



 


A criança em relação à sabores é um livro em branco, você vai formar sua memória.
A família ao oferecer alimentos variados e saudáveis formará um adulto com bons hábitos.
Nós todos sabemos o que não é saudável, o que comemos por sabor, porém sem valor nutricional.

A criança vai escolher seu alimento pelo paladar, esse paladar será formado pela memória dos alimentos oferecidos.
Caso você inicie uma alimentação saudável, seu filho vai adquirir o paladar para estes alimentos.

Porém se você forneceu a uma criança a opção de tomar refrigerante, é natural que ele desenvolva esse paladar.
Que ele goste de refrigerante!

Esse fato é bem reconhecido quando examinamos as regiões e seus alimentos típicos.
Cada região do Brasil tem seus hábitos alimentares, peculiaridades. Naturalmente esse alimento típico será oferecido e seu paladar desenvolvido.
Normal a criança do Norte tomar açaí na mamadeira.

Não estou falando como nutricionista, e sim como neurologista.
As papilas gustativas possuem características e seu desenvolvimento a partir do nascimento segue uma evolução.
Ao estimular uma categoria de papilas, essas aumentam o seu número e por consequência sua aceitação ao alimento inicial.
Por isso falo que a memória de sabores é um livro em branco, os alimentos oferecidos ao bebê vão estimular papilas específicas para aqueles sabores.
Essas vão se proliferar em número, transformando esse paladar.
Ao sermos apresentados a um novo sabor, inicialmente rejeitamos.
Se esse sabor for repetido as papilas gustativas para ele serão estimuladas, com algum tempo consideramos esse sabor com agradável.
Até aqui falamos sobre o desenvolvimento do paladar, de papilas gustativas para a aceitação de alimentos.

Agora vamos analisar o peso emocional da alimentação, a relação alimento-afeto.
O alimento, tem um peso emocional para as mães, existe satisfação em oferecer algo que dá prazer a criança.
Isso atrapalha a orientação da alimentação saudável, a mãe tem a necessidade que a criança aceite o alimento por ela oferecido.
Se a criança rejeita, ela troca o alimento. Fecha as portas para o alimento inicial!
Com isso permite que a criança exerça a função de escolhas dos alimentos que vai consumir.
Aqui está a base para os erros alimentares na infância.
A criança precisa aceitar prontamente todos os alimentos oferecidos?
O que ela nunca provou?
Crianças pequenas não deveriam ter escolhas. Estão numa fase onde serão ensinadas a comer. Ensinar é um processo.
É necessário tempo, persistência e paciência par ensinar qualquer coisa.
Se a criança pode escolher, trocar o alimento este processo é interrompido.
Aos 3 anos essa é a maior queixa das mães. "Meu filho não come nada!"
Ele não come nada que ela quer, e come tudo que ele quer.
Com a preocupação da criança não ficar com fome, a mãe dá o alimento que a criança aceita bem no lugar da refeição que não foi aceita.
Olha só a confusão!
A mãe quer seu filho bem alimentado, porém não suporta a ideia de rejeição. Não aceita o dia com apetite reduzido, isso gera uma ansiedade enorme.
Resolve a situação oferecendo um alimento já bem aceito. Resolveu o problema imediato.
A criança está alimentada!

Educação alimentar é tão difícil quanto a educação propriamente dita.
Temos que impor limites, exercer nosso papel de responsáveis.
Aceitar os períodos de menor aceitação alimentar como normais, e não pessoais.
Estabelecer o cardápio da criança, os horários e não permitir trocas. Caso não aceite o alimento do horário, aceitará o do próximo horário.
Se já possui um erro alimentar, deveria ser corrigido para o bem dele.

A correção é complicada, muito choro, muita birra!
Portanto é  melhor  começar a escrever esse livro em branco!

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A Mastigação e a Linguagem!






Uma etapa muito importante do desenvolvimento infantil é a aquisição de uma mastigação adequada.
Existe um certo exagero nos cuidados da criança, digo isso porque atendo crianças de 5anos que nunca chuparam uma laranja.
É mais higiênico fazer um suco de laranja e colocar numa mamadeira, suja menos!
Mas a criança precisa adquirir força na musculatura!
Se sujar é consequência da descoberta do sabor da fruta, água limpa.
Bebê não mastiga, mas também não fala!
A mastigação utiliza a mesma musculatura que a criança vai precisar para realizar todos os sons.
Por isso a criança precisa chupar fruta, tirar o sumo da carne, provar sabores diversos.
Essa força fará o bebê parar de babar, e as crianças com sequelas neurológicas também.
Na paralisia cerebral e outras patologias a força dessa musculatura está reduzida associada a incoordenação dos movimentos adequados para a deglutição.
Um erro usual das mães e aumentar o furo da mamadeira, porque acham que não sai direito.
O furo deve ser adequado para exigir esforço da criança, quando se compra já existe a denominação do liquido recomendado.
Se não sai pelo furo é porque está muito grosso, inadequado para a mamadeira. Passe para o prato e colher.
A amamentação exige força da criança, é a forma correta de colocação da língua e mandíbula.
Chupar carne que sai sumo, além de gostoso vai fazer a criança aprender a colocar força para realizar a prensa entre as gengivas.
Não subestime as gengivas deles são fortes e conseguem esmagar alguns alimentos.
O uso da chupeta é desnecessário, criança não precisa usar chupeta.
Mas caso use, comprem as com bico ortodôntico e de tamanho adequado para a idade do bebê.
Não faz bem o uso da chupeta, então não estimule!
 Não ofereça sem a criança solicitar, e com 2 anos já deveria estar deixando de usar.
Após os 2 anos a chupeta deforma arcada dentária, que será terá que ser corrigida mas tarde com aparelhos.
Ao iniciar a primeira sopinha não há necessidade de passar em liquidificador. Amasse bem com um garfo ou passe numa peneira de furos grandes, será o suficiente.
Esses pequenos grumos serão bons para a criança exercitar a deglutição.
Essa sopa lisinha a criança dificultar a transição para a alimentação sólida.
Com 1ano a criança deve conseguir comer alimentos como arroz, feijão, carne/frango. Só precisaria de um caldinho de feijão para molhar associada a uma leve amassada com o garfo..
Ensinar os sons do bichos, é uma brincadeira muito saudável.
Com um ano a criança já deve repetir sons, sem significado ainda.
A aquisição do vocabulário será lento e progressivo.

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra

sábado, 14 de novembro de 2015

Causas de Microcefalia!





Quando o bebê nasce normamente possui 34cm de cabeça, se não for prematuro.
Durante o primeiro ano de vida a cabeça cresce muito rápido, no segundo ano o crecimento é menor e assim por diante.
A cabeça é composta por vários ossos, esses ossos estão justapostos mas nesta época existe uma folga entre eles.
Existe uma área de reentraças entre os ossos, que se chama sutura. Muito semelhante as peças de quebra-cabeça.
 Acho que esse brinquedo teve seu nome inspirado por esta anatomia.
Isso existe para permitir o crescimento da cabeça de forma proporcional.
A "moleira" é o encontro de 3 ossos, ela deve fechar por volta de um ano de vida. Se a "moleira" fecha bem antes da época, precisamos acompanhar o crescimento do crânio de forma bem de perto. Se a cabeça continuar crescendo de forma adequada e proporcionada, nada será feito.
O neuropediatra acompanhará com exame de imagem, o foco é avaliar se o cérebro está aprisionado pela caixa craniana. Se existe um cérebro querendo crescer e está presso pelo crânio.
Se isso for verdade, precisamos dar espaço para o cérebro crescer. Isso é feito de forma cirurgica, abrindo as suturas.

Quando ocorre o fechamento de um sutura entre dois ossos, o cérebro vai continuar crescendo. Mas para o lado  onde as suturas estão abertas.
Portanto a cabeça continuará crescendo sem qualquer prejuízo ao cérebro, mas esse crescimento será despropocionado.
 A cabeça ficará deformada esteticamente, existe deformidades muito feias!!
Por isso deveriamos corrigi-la mesmo que seja por motivo estético.  O grau de deformidade pode ser muito grave.
O neurocirurgião descola aqueles ossos, e com isso a cabeça volta a crescer de forma porporcionada.
A cirurgia só está indicada abaixo de 1ano, preferencialmente até os 10 meses. Depois disso não adianta, pois não vai corrigir as deformidades.

A microcefalia já é outra alteração, neste caso a cabeça é bem pequena, abaixo do esperado para idade.
 Existem diversas causas, mas para entender melhor gostaria de explicar de forma um pouco diferente.
O cérebro está dentro da caixa craniana, desde a gestação o crescimento do cérebro exerce a força contínua que por consequência força o crescimento ósseo.
Os casos de microcefalia são relacionados com o crescimento inadequado do cérebro. Ou seja, o cérebro é pequeno, pouco desenvolvido e por consequência a cabeça fica pequena.

Por isso temos a microcefalia ao nascimento e a microcefalia tardia. Na primeira a criança nasce com a cabeça pequena. Demonstrando que o cérebro não teve o seu desenvolvimento adequado durante a gestação.
Vários são as causas maternas que podem atrapalhar o perfeito desenvolvimento do cérebro, como a rubéola, toxoplasmose, uso de drogas, hipertensão arterial e etc..

Na microcefalia tardia a criança nasce com a cabeça de tamanho adequado, mas a cabeça não cresce de forma adequada após o nascimento.
Neste caso a causa mais comum é a falta de oxigênio durante o parto, paralisia cerebral.

Vimos está semana o problema de aumento importante dos casos de microcefalia na cidade de Recife, e a possível relação com o surto de Zyca vírus nesta mesma cidade há 9 meses atrás.
Se confirmado pelos exames, vamos ter certeza que este virús possui capacidade de atrapalhar o desenvolvimento do cérebro.
 Isso mudará radicalmente o tratamento para casos suspeita de Zyca vírus em mulheres em idade fértil.

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Crise Generalizada X Crise Focal




O neuropediatra ao atender uma criança
 com crises convulsivas vai escolher o melhor tratamento, a melhor medicação.
Existem diversas medicações no mercado, precisamos escolher a melhor para este paciente.
Um remédio que controla muito bem as crises de um, pode ser péssimo para um outro paciente.
Não existe um remédio ótimo para todos, e nem um péssimo para todos.
E por que o médico escolheu este remédio?
O neurologista leva em conta diversas informações para decidir a sua prescrição.
Levamos em conta a idade, o tipo de crise e EEG inicialmente.
Idade porque alguns medicamentos não são bem absorvidos por crianças pequenas e portanto não será um boa opção.
O tipo de crise é fundamental, todos os remédios já foram estudados. Seu funcionamento e que tipo de crise ele tem sua melhor ação.

Os tipos de crise são divididos em generalizada e focal.

Generalizada quando todo o cerébro é envolvido no momento da crise, a convulsão mais conhecida é generalizada. Quando o paciente perde a consciência e apresenta movimentos pelo corpo inteiro.
Nesta crise o paciente pode perder a urina e apresentar respiração forçada, o que normalmente produz secreção que escorre da boca.

Focal ou parcial, apenas uma parte do cerébro será envolvida. Pode ser vista quando o paciente apresenta movimentos apenas num lado do corpo. Nestes casos o paciente não perde completamente a consciência, e pode lembrar da crise. Pode falar, porém a voz sai de forma arrastada e lenta.

A crise convulsiva de ausência, que foi motivo do último texto, é classificada como generalizada.

Muitas vezes o neurologista precisa da filmagem da crise para analisar e classificar a crise.
É muito comum a crise começar focal e depois se tornar generalizada. Mas para a escolha do remédio é importante saber como começa a crise.
Algumas crises são bem fáceis de se classificar, outras tão dificeis que revemos as filmagem diversas vezes. Uma verdadeira investigação.

O exame de  EEG evoluiu e há algum tempo já existe a opção de realizar um video- EEG, ou seja um EEG filmado. Ele vai documentar a imagem e as ondas cerebrais momento a momento.
Assim elucidamos muitas vezes dúvidas sobre se é ou não crise.

A grande maioria dos paciente possui apenas um tipo de crise, mas muitos paciente possuem vários tipos de crise.
Inicialmente vamos começar com um remédio para controlar as crises, mas não obtendo sucesso as associações vão sendo realizadas.
 Nossos maiores desafios serão os casos que consideramos epilepsia refratária.
Aqui o paciente vai apresentar vários tipos de crise e não responde adequadamente aos remédios. Usam vários remédios e em doses elevadas sem o controle total das crises.

Crise convulsiva não faz bem, é claro!
 Paciente com crises de repetição apresentam atrasos cognitivos.
Uma sequência de ajustes, trocas de medicações, além de tratamentos não medicamentosos serão usados para o controle das crises.
O objetivo maior é oferecer ao paciente a melhor qualidade de vida, pois o que todos queremos é ser feliz!

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra