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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Palmada serve para educar?



 



A educação dos filhos sempre foi difícil.
Não acredito que no passado tenha sido uma tarefa menos árdua, apenas havia 

menos interferência.
A mãe era senhora do lar, ela colocava as regras da casa. Possuía o domínio de tudo que acontecia neste lar, pois não costumava se ausentar dele.
Com isso ia adquirindo confiança nas atitudes do dia a dia.
Com a vida moderna, a mãe não consegue ter o domínio de tudo. Trabalha fora, com isso passa parte do dia fora de casa e necessita delegar  funções.
Este fato trás uma insegurança natural, muito mal compreendida pelo marido e por demais parentes.
Como posso ter certeza que está tudo bem em casa, se não estou lá?
Bate uma insegurança, será que ele está bem? Almoçou? Ficou muito abatido?
Numa época onde priorizamos o diálogo, parece absurdo para alguns que ainda se use a palmada para se impor os limites e educar os filhos.
Este assunto é bem difícil de ser abordado, pois não podemos deixar margem para o mal entendido.
Em épocas passadas, pode ter havido excessos por partes dos pais.
Se foi ou não visto e aceito, não sei! 
Mas nos nossos dias, infelizmente vimos casos absurdos de maus tratos as crianças.
Neste caso, não podemos aceitar este método como educativo. Não existe educação assim!
Sou mãe, e não acredito que nunca errei. 
Errei e devo ainda errar, mas nunca querendo errar.
Não pode haver prazer no castigar! Não fazemos por prazer, mas por necessidade de passar os valores do certo e errado.
Todos nos seremos julgados no futuro, quem conseguiu ser uma boa mãe ou não!
Será considerada uma boa educação aqueles que errarem menos, aqueles que conheceram seus filhos como cada dedo da mão.
Não existem regras exatas, pois cada criança será única. 
Tem filho que precisa de muito mais conversa que outro, existe os que necessitam ser privados de algo para darem valor as palavras da mãe.
Então, quem conseguir aconselhar no momento certo, castigar no momento correto terá como prêmio ter filhos com valores adequados e caráter para enfrentar a vida de forma honesta e coerente.

Detesto frases de efeito! Nunca e jamais servem para textos, narrativas e poemas.


Na nossa vida real, existe o desejo de acertar e o bom senso.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Birra! É normal?






Birra!!!
Expressão infantil à um desejo frustado!

Na verdade, a birra é normal numa época da vida da criança.
Quando começamos a impor os limites a criança terá seu desejo frustrado. É bom?
Se você frustrar o desejo de um individuo e ele se mantiver inalterado?
Seria normal?
O ser humano possui desejos e vontades.  Se você gostar de ser frustrado, teria uma alteração patológica do seu emocional.
Gostar de ser repreendido? Gostar de ter sua vontade negada?
Isso sim, seria anormal!
O que precisamos é aprender a lidar com nossas frustrações, o que é difícil para todos.
Esperamos que os adultos tenham aprendido a lidar com seus sentimentos de forma adequada, e portanto aprenderam a lidar com suas derrotas.
Os pais devem estar preparados que a criança não vai aceitar o não de forma pacífica, ela vai chorar. O choro é a expressão do seu emocional diante do desejo não realizado.
Isso é normal!
Agora quando a criança tem seu desejo negado e ao realizar a birra consegue realizar o mesmo desejo, temos um comportamento inadequado sendo reforçado, alimentado.
Costuma-se falar na neurologia e psicologia que a maioria dos comportamentos inadequados só persistem se forem alimentados.
A criança tem um raciocínio simplificado das coisas, se ao chorar e gritar ela conseguiu o que queria, deverá repetir esse ato em outra ocasião semelhante.
A criança não consegue entender porque ela pode fazer algo em casa, mas não pode em outro lugar.
Portanto as regras devem ser claras, se não pode ? Não pode!
Nem em casa, nem na avó, nem na loja, nem no restaurante!
Fica mais fácil a compreensão do limite se este não mudar.
Quem nunca passou pelo constrangimento de uma birra ?
Você que sair da situação o mais rápido possível, e neste momentos dá o que a criança quer para ela parar.
Infelizmente péssima estratégia, você acaba de mostrar  seu ponto fraco.
As regras devem ser impostas de forma coerente, para você conseguir ensinar o que é certo, e o que é errado ao seu filho.
Desta forma os limites terão uma certa resistência natural, porém acabam por serem aceitos.

Este é o papel da família, ensinar!
Você vai ensinar ao seu filho valores no futuro! Mas agora você vai ensinar a dividir o brinquedo, a não bater no colega, a sair do pula pula quando você chamá-lo.

Quem foi que te disse que educar seria fácil?






                                                                                            Dra. Cristine Aguiar
                                                                                              Neuropediatra


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Quem manda em quem?





Vocês já perceberam que as crianças estão mais autoritárias?
Essa geração quer impor sua vontade com mais força.
Estamos preparados para lidar com isso?
Nossa sociedade está se transformando, nossas crianças a cada dia são menos infantis!
Recebem muita informação, convivem com muitos adultos, escutam conversas e captam informações soltas.
Precisamos estar atentos a este aspecto!
Queremos crianças inteligentes sim, mas também emocionalmente competentes para lidarem com os problemas.
Durante algum tempo a criança era separada do convívio direto com os pais, ficava aos cuidados da babá e da mãe.
Com a dificuldade de mão de obra, as babás ficaram cada vez mais raras. Ficando seu papel restrito na ajuda com bebês.
A criança pequena deixou de ter babá, com isso não tem com quem ficar! Sai com os pais para o restaurante, supermercado, shopping. Convive e frequenta todos os lugares com os pais.
A proximidade foi muito benéfica para construir uma relação mais afetuosa, carinhosa entre pais e filhos.
Passamos a colocar criança em período integral na escola, pelo mesmo motivo.
Falta de segurança e mão de obra adequada para ficar com nossos filhos em casa.
Então, estamos preparados para os argumentos destes pequenos tão bem informados?
A proximidade atrapalha a hierarquia, ter pulso com essas crianças é bem difícil!

Mas eles precisam! Precisam de modelos, precisam de segurança, precisam formar uma estrutura emocional forte para a vida que os espera.
Corremos o risco de formar indivíduos muito intelectualizados, mas muito fragilizados.
 A depressão é a doença do século!
Não suportar perdas, expectativas geram grande sentimento de fracasso!
Mas eles não foram preparados para fracassar!?
Mas sem tropeços, quem aprende?
A vida de sucesso ocorre de pequenos fracassos, de correção de erros e de persistência de objetivos.
Não se curve aos seus filhos, eles são crianças!
Precisam ter você como modelo, e reconhecer erros não é fraqueza!
É amadurecimento, é inteligência!

É preciso saber viver!

E você precisa ficar atento se seu filho está sabendo viver, conviver com os outros e com seus próprios erros!

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra