Mostrando postagens com marcador birra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador birra. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Birra! É normal?






Birra!!!
Expressão infantil à um desejo frustado!

Na verdade, a birra é normal numa época da vida da criança.
Quando começamos a impor os limites a criança terá seu desejo frustrado. É bom?
Se você frustrar o desejo de um individuo e ele se mantiver inalterado?
Seria normal?
O ser humano possui desejos e vontades.  Se você gostar de ser frustrado, teria uma alteração patológica do seu emocional.
Gostar de ser repreendido? Gostar de ter sua vontade negada?
Isso sim, seria anormal!
O que precisamos é aprender a lidar com nossas frustrações, o que é difícil para todos.
Esperamos que os adultos tenham aprendido a lidar com seus sentimentos de forma adequada, e portanto aprenderam a lidar com suas derrotas.
Os pais devem estar preparados que a criança não vai aceitar o não de forma pacífica, ela vai chorar. O choro é a expressão do seu emocional diante do desejo não realizado.
Isso é normal!
Agora quando a criança tem seu desejo negado e ao realizar a birra consegue realizar o mesmo desejo, temos um comportamento inadequado sendo reforçado, alimentado.
Costuma-se falar na neurologia e psicologia que a maioria dos comportamentos inadequados só persistem se forem alimentados.
A criança tem um raciocínio simplificado das coisas, se ao chorar e gritar ela conseguiu o que queria, deverá repetir esse ato em outra ocasião semelhante.
A criança não consegue entender porque ela pode fazer algo em casa, mas não pode em outro lugar.
Portanto as regras devem ser claras, se não pode ? Não pode!
Nem em casa, nem na avó, nem na loja, nem no restaurante!
Fica mais fácil a compreensão do limite se este não mudar.
Quem nunca passou pelo constrangimento de uma birra ?
Você que sair da situação o mais rápido possível, e neste momentos dá o que a criança quer para ela parar.
Infelizmente péssima estratégia, você acaba de mostrar  seu ponto fraco.
As regras devem ser impostas de forma coerente, para você conseguir ensinar o que é certo, e o que é errado ao seu filho.
Desta forma os limites terão uma certa resistência natural, porém acabam por serem aceitos.

Este é o papel da família, ensinar!
Você vai ensinar ao seu filho valores no futuro! Mas agora você vai ensinar a dividir o brinquedo, a não bater no colega, a sair do pula pula quando você chamá-lo.

Quem foi que te disse que educar seria fácil?






                                                                                            Dra. Cristine Aguiar
                                                                                              Neuropediatra


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Depressão na Infância




A depressão, como diversas outras doenças tidas como de adultos, existe na criança.

A família deve estar atenta para perceber a diferença entre uma tristeza passageira do quadro prolongado de tristeza que pode ser depressão.
A criança possui grande labilidade emocional, ainda apresenta episódios de  extremos de tristeza para gargalhadas de alegria em pouco tempo.
Parece estranho, mas é o normal para crianças pequenas. Conforme vão crescendo esta labilidade tende a diminuir.
A atenção deve ser para aquela criança que parece sempre triste, pouco motivada para brincar, sem ânimo para descobrir a vida.
Normalmente a criança coloca esse sentimento para fora, falando que a boneca está triste.
Tristeza não combina com criança, birra sim.
Mas a birra é momentânea, se resolve. Depois a criança esquece, volta a brincar.
Na depressão não, a criança parece doente, fraca, sonolenta, calada.
A família não pensa em depressão, acha que não existe isso na infância.
Infelizmente existe! E infelizmente é a primeira causa de morte em crianças maiores de 4 anos.
Assustador!
Nesta idade a criança não tem noção exata da morte, ela na verdade não quer morrer. Ela quer acabar com a tristeza e descobre a morte. Porém de forma fantasiosa.
Não se deve ter medo, e sim atenção ao caso.
Se a criança fala em morrer, melhor pedir ajuda!
Profissional neurologista ou psiquiatra infantil vão avaliar e te orientar se o caso tem ou não valor.
Mas não menospreze o fato, nem tenha medo de falar sobre o assunto.
Não pense que ao impor limites você vai causar uma depressão, não!
A criança ao ser frustada de sua vontade vai apresentar uma reação de birra ou tristeza, mas momentânea.
 E isso é necessário, a criança precisa crescer, aceitar limites, aprender a lidar com frustrações.
Faz parte do processo de desenvolvimento de personalidade, fortalecimento emocional.
Muitos casos de depressão possuem história familiar e bases reconhecidas pela psiquiatria.

A depressão também é considerada comorbidade do TDAH, pois apresenta maior incidência nesta patologias em relação a população geral.

O que todos queremos é ser Feliz!
As crianças também!

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra