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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Super proteção X Insegurança




Durante a primeira infância formamos características que serão levadas para a vida inteira.
A criança vê o mundo por meio dos pais, por isso falamos que seus filhos são seu espelho.
Uma característica importante é a formação de adultos seguros.
A insegurança gera diversos problemas na vida, dificultando a vida social e emocional.
Quando examino crianças seguras, auto confiantes e determinadas sei que os pais proporcionaram o ambiente favorável ao desenvolvimento desta criança.
A super proteção é um erro na educação dos filhos.
Forma crianças inseguras, medrosas e com auto estima baixa.
Entendam que se você super protege passa de forma inconsciente que a criança não é capaz!
E ela vai acreditar que não é capaz.
A criança acaba por ver perigo em situações banais e se torna medrosa.
Devemos proteger os filhos, mas com cuidado para não super proteger.
Tratar a criança de acordo com sua idade, portanto de forma progressiva ela assume as tarefas corriqueiras do dia a dia.
Não infantilizar a criança tratando ele como bebê ou incapaz.
A criança necessita de espaço para resolver seus conflitos, a interferência excessiva das mães em situações de conflitos gera a dependência e a insegurança.
Ela tem que aprender a argumentar, mostrar seu ponto de vista, escutar o outro.
Sua autonomia no vestir, comer ou tomar banho é importante para a formação de sua auto confiança e auto estima.
Não existe motivo de você estar vestindo crianças de 7 ou 8 anos, eles são capazes aos 5 anos.
A liberdade é conquistada aos poucos com a confiança dos pais.
Pequenos atos de hoje terão reflexos na personalidade de seu filho na vida adulta.
O que todos nós desejamos é educar filhos capazes e independes para a vida.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Desautorizar? Isso, não pode!






É muito comum ouvir das mães que o pai ou a avó atrapalham a educação!
É uma verdade, mas precisamos esclarecer que discordar pode! Mas desautorizar não!
Culturalmente a mãe fica com o duro papel de educar os filhos, de ser quem fala não!
Os pais no passado não se metiam em nada, atualmente interferem mas não costumam querer pagar o ônus deste papel.
A educação te exige ser dura, falar não para inúmeras coisas do dia a dia.
Sempre falo que na educação não existe cartilha, não existe nada do tipo: Quando seu filho fizer isso, você faz isso!
O bom senso será seu maior aliado!
A criança é esperta, logo vai perceber as opiniões divergentes.
E começa a colocar uns contra ou outros.
Nunca desautorize!
Os pais precisam definir juntos quais os limites que querem ensinar aos filhos, pois ambos são responsáveis pela educação.
Num casal sempre haverá um mais maleável! É normal, o que não pode acontecer é a criança manipular este.
Temos que agir como um só, mesmo discordando ocasionalmente.
Não comente para pedir apoio!
Não permita que estas situações constrangedoras exponha sua família, ou mesmo o casal para opinião pública.
Este assunto é familiar!
A escola terá um papel de auxiliar em algumas situações. Mas que fique claro, a escola não possui o papel principal na educação de seus filhos.
Durante este processo vocês terão que conviver com a opinião dos parentes mais próximos ( avós), saiba escutar! Mas não discuta!
Deve ficar claro quem são os responsáveis, quem decidiu os limites impostos.
A criança fica confusa no meio de tantas opiniões, "aqui pode", "mas vovó deixa".
Como colocar limites, se estes limites não são claros?
A vovó pode não gostar mas não pode tirar do castigo!
Já viu a confusão?
Evite expor sua decisão!
Quando inevitável, tente não ceder! Lembrem que os avós amam os netos, apenas a idade os deixa com muita pena de seus netinhos.



                                                                                           Texto: Dra. Cristine Aguiar
                                                                                                        Neuropediatra




segunda-feira, 25 de abril de 2016

Quem manda em quem?





Vocês já perceberam que as crianças estão mais autoritárias?
Essa geração quer impor sua vontade com mais força.
Estamos preparados para lidar com isso?
Nossa sociedade está se transformando, nossas crianças a cada dia são menos infantis!
Recebem muita informação, convivem com muitos adultos, escutam conversas e captam informações soltas.
Precisamos estar atentos a este aspecto!
Queremos crianças inteligentes sim, mas também emocionalmente competentes para lidarem com os problemas.
Durante algum tempo a criança era separada do convívio direto com os pais, ficava aos cuidados da babá e da mãe.
Com a dificuldade de mão de obra, as babás ficaram cada vez mais raras. Ficando seu papel restrito na ajuda com bebês.
A criança pequena deixou de ter babá, com isso não tem com quem ficar! Sai com os pais para o restaurante, supermercado, shopping. Convive e frequenta todos os lugares com os pais.
A proximidade foi muito benéfica para construir uma relação mais afetuosa, carinhosa entre pais e filhos.
Passamos a colocar criança em período integral na escola, pelo mesmo motivo.
Falta de segurança e mão de obra adequada para ficar com nossos filhos em casa.
Então, estamos preparados para os argumentos destes pequenos tão bem informados?
A proximidade atrapalha a hierarquia, ter pulso com essas crianças é bem difícil!

Mas eles precisam! Precisam de modelos, precisam de segurança, precisam formar uma estrutura emocional forte para a vida que os espera.
Corremos o risco de formar indivíduos muito intelectualizados, mas muito fragilizados.
 A depressão é a doença do século!
Não suportar perdas, expectativas geram grande sentimento de fracasso!
Mas eles não foram preparados para fracassar!?
Mas sem tropeços, quem aprende?
A vida de sucesso ocorre de pequenos fracassos, de correção de erros e de persistência de objetivos.
Não se curve aos seus filhos, eles são crianças!
Precisam ter você como modelo, e reconhecer erros não é fraqueza!
É amadurecimento, é inteligência!

É preciso saber viver!

E você precisa ficar atento se seu filho está sabendo viver, conviver com os outros e com seus próprios erros!

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra