Durante os períodos febris as crianças, e nos também adultos temos nosso metabolismo alterado.
Existe a perda de apetite, o mau estar geral.
A febre, ou seja o aumento da temperatura ocorre em casos simples, como as viroses e em casos complicados como infecções bacterianas grave.
Em ambas as situações podem causar as crises febris em crianças menores de 5 anos, e descompensar as crises de crianças controladas com o uso de anticonvulsivantes.
Nos casos de Epilepsia a febre descompensa o quadro, não é a causadora.
Isto ocorre porque o metabolismo das drogas usadas pela criança também é alterado.
Por isso, temos que ter cuidados com a febre em crianças maiores se estas possuem crises convulsivas de qualquer tipo.
Não podemos evitar a febre, visto que é um mecanismo de defesa do organismo. Aparece sempre que nosso sistema imunológico encontra-se em atividade de multiplicação de glóbulos de defesa.
Usamos os antitérmicos para controlar este aumento de temperatura e suas consequências indesejáveis.
Nas primeiras 24hs a mãe deve controlar a temperatura com o uso de antitérmicos, meios físicos e aumentar a ingestão de líquidos. Se necessário, intercalar 2 antitérmicos de substâncias distintas.
Lembrando sempre que ao medicar a criança por via oral, este medicamento só terá seu inicio de ação após ser absorvido.
Este tempo de absorção depende muito. Enquanto não for absorvido não haverá sua ação antitérmica e a febre pode continuar a subir.
Aqui o meio físico será importante para o controle da temperatura até o inicio da ação do antitérmico.
Algumas mães se tornam apreensivas com quadros febris curtos ( menos de 24hs ) sem a evolução para qualquer quadro viral ou bacteriano.
A explicação é a eficiência do sistema imunológico que conseguiu debelar o quadro antes mesmo de sua instalação.
Portanto é um sinal de boa atividade imunológica da criança!
Febre é sinal de alerta, mas precisa ser controlada na infância.
Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra

