quarta-feira, 22 de junho de 2016

Meu filho tem Autismo? Ou TEA?

Desenvolvimento Cerebral!




Ao nascer à criança não possui seu cérebro formado!
O cérebro termina seu desenvolvimento depois do nascimento. Se fosse possível nascer com o cérebro pronto, você veria um bebê falar e andar desde o nascimento.
No ser humano, existe o tempo para andar e o tempo para falar.
Referimos-nos ao tempo necessário para adquirir estas funções. A criança nasce e após o nascimento seu cérebro continua seu desenvolvimento adquirindo funções antes inexistentes.
A desnutrição ainda é a causa mais importante para o desenvolvimento inadequado das funções cognitivas.
Cognição se refere à inteligência, a capacidade intelectual.
Na neurologia trabalhamos com data limite, estipulamos uma data limite para a criança adquirir uma função. Somente consideramos atraso quando a criança passa desta idade limite sem adquirir a função em questão.
É importante reconhecer estes atrasos de forma precoce para se iniciar a investigação e também a reabilitação.
Os avanços são discretos durante o desenvolvimento por isso crianças com risco de atrasos devem ser acompanhadas de perto, para o reconhecimento destes atrasos de forma precoce.
Prematuros, crianças com intercorrências durante período neonatal são fortes candidatos a acompanhamento com neuropediatra de forma profilática, para seguimento do desenvolvimento.
Quando a neuropediatria for usada desta forma teremos menos sequelas neurológicas.
E infelizmente a neurologia é uma especialidade que se paga muito caro no diagnóstico tardio.
Prevenção foi o grande avanço em todas as áreas da medicina, na neurologia não é diferente.

Mastigar é preciso!






O desenvolvimento da linguagem é um passo importante na avaliação cognitiva das crianças.
A aquisição de vocabulário, e o uso de palavras chaves de forma adequada demonstram o desenvolvimento de uma função cerebral importante.
Esta etapa do desenvolvimento pode ser prejudicada por hipotonia ( diminuição de força ) da musculatura necessária para a linguagem.
As crianças pequenas precisam ser estimuladas a mastigação, pois a musculatura usada na mastigação é a mesma usada na pronuncia dos sons.
Alimentos pastosos e líquidos não necessitam de musculatura, e com isso não propiciam a aquisição de força à esta musculatura tão necessária na criança.
Portanto, a orientação oferecer alimentos que necessitem da mordida é benéfica  ao desenvolvimento da força da musculatura da região.
Chupar laranjas ou outras frutas, arrancar pedaços demonstram a força de mandíbula da criança e por consequência a força da musculatura de toda orofaringe.
Já existem trabalhos científicos que comprovam relação direta da força de prensa mandibular com o aumento das células da glia no cérebro.
Na prática clinica, percebi há tempos que ao  perder a função mastigatória perdíamos  a capacidade cognitiva. É comum esta relação na prática, mas não tínhamos base cientifica que  comprova-se  esta relação.
Portanto mastigar faz bem ao cérebro!