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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Melatonina no autismo!






Melatonina é uma medicação que a cada dia encontra mais espaço na neuropediatria.
Principalmente nas crianças portadoras do espectro autista, isto se deve a alguns fatores.
A melatonina é um hormônio normalmente liberado pela glândula pineal, possuímos baixa produção durante o dia e alta produção à noite.
Estudos demonstram que nas crianças autista é comum uma inversão nesta ordem de produção, eles apresentam maior produção durante o dia e baixa produção á noite.
Esta peculiaridade pode responder o fato do  alto índice de distúrbios do sono nas crianças autistas.
De 40-80% das crianças autistas possuem dificuldade para dormir, quer seja para pegar no sono ou na interrupção da noite de sono.
Este seria o mecanismo mais importante para responder o distúrbio do sono no autismo, mas também fatores sensoriais parecem estar envolvidos.
No autismo encontramos grande sensibilidade a fatores externos, como o despertar por pequenos ruídos ou mesmo a variações discretas de luminosidade.
A qualidade do sono está relacionado a diversas alterações durante o dia. Precisamos de uma boa noite de sono para o descanso cerebral e melhor desempenho.
As crianças com distúrbios do sono costumam ser mais agitadas e irritadas durante o dia, autistas ou não.
O sono do dia não é semelhante ao sono da noite, crianças que embora durmam bem durante o dia terão prejuízos em relação aos que possuem uma boa noite de sono.
Ainda temos muito a investigar no sono dos autistas e existem vários centros dedicados à pesquisa deste assunto.



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono- SAOS



 


Atualmente é imenso o número de pessoas alérgicas, e a rinite alérgica se tornou quase o padrão da normalidade.
A criança esfrega o nariz, espirra e ao ser questionada a mãe responde apenas " Ele tem rinite"
Colocam a rinite como sendo uma característica da pessoa, e não uma doença.
É uma alergia respiratória comum. Mas necessita de tratamento, como é alérgica não tem cura e sim controle.
Impossível nos dias de hoje evitar por completo a poluição, mofo, poeira. Mas não tratar é um outro absurdo.
Boca não é órgão respiratório, usamos para respirar quando não conseguimos usar o nariz. Mas ao usar um órgão inadequado vamos pagar um preço, e alto.
O nariz realiza a função de aquecer, umidificar e filtrar o ar, a boca não realiza essas funções.
Assim as infecções de garganta serão mais frequentes, os distúrbios do sono aparecerão e por consequências várias alterações na criança.
Porque estou falando sobre esse assunto?
Porque a criança vem ao neurologista por causa do sono agitado, ou bruxismo.
Ao examinar a criança percebo a respiração bucal e ao solicitar o exame do sono ( polissonografia ) faço o diagnóstico de SAOS.
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é causada pelo uso da boca para realizar a respiração durante o sono.
Quando dormimos relaxamos a musculatura, quem estiver usando a boca para respirar terá momentos de obstrução da passagem do ar pela língua.
Nas crianças a causa mais comum é a rinite alérgica associada a hipertrofia de adenoides.
Feito esse diagnóstico o neurologista encaminha a criança ao otorrino ou alergologista, que vai avaliar a melhor forma de tratamento.
Nos dias atuais a grande maioria terá indicação de tratamento clinico, a cirurgia é bem menos indicada do que no passado.
Pode não ser cirúrgico, mas tem que ser tratada!
A idéia que ao não ser necessário cirurgia não é necessário tratamento é equivocada.
Se atrapalha o sono, se faz a criança usar a boca para respirar deve ser tratada! Mesmo não sendo cirúrgico.
Já existem trabalhos comprovando elevado índice de SAOS em crianças com baixo rendimento escolar em relação a população geral.
 Essa relação entre qualidade do sono e capacidade cerebral já está bem estabelecida.
O individuo tem que ser avaliado como um todo, e a criança deve dormir como anjo!

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sono de Qualidade






O sono merece toda a nossa atenção.
Durante o sono nós descansamos o corpo e a mente.
Durante a maior parte do sono estamos descansando o corpo, mas nosso cérebro está funcionando.
Nossos sonhos, onde misturamos coisas aparentemente sem sentido, é um período de intensa atividade cerebral.
Atualmente temos especialistas do sono, neurologistas que se dedicam apenas ao estudo do sono.
As pessoas acham que é um processo simples: ficamos sonolentos, dormimos e acordamos.
Nada disso!
Existem várias fases do sono e vários distúrbios do sono.
 A polissonografia é o exame solicitado para se estudar o sono. O paciente vai dormir uma noite na clinica, ou seja no laboratório do sono.
Neste exame é visto a respiração, os movimentos e as ondas cerebrais durante todo o sono.
Será visto o ronco, o ranger de dentes (bruxismo), pequenas pausas na respiração, além de diversas outras alterações possíveis.
Precisamos dar ao nosso cérebro o descanso necessário, um sono adequado em quantidade e qualidade.
Caso exista alterações do sono o paciente vai apresentar sintomas na noite, mas também durante o dia.
Todo mundo sabe que após uma noite mal dormida ficamos sonolentos, irritados e sem paciência. É fácil perceber a dificuldade que temos em realizar nossas funções diárias.
Fácil para quem tem uma noite mal dormida, mas para quem dorme mal todos os dias não.
Quem dorme mal todas as noites não consegue perceber o padrão da normalidade, acha que o que possui de atenção e humor é o normal.
Na infância podemos ter crianças mais agitadas, desatentas durante o dia.
Muito comum apresentar baixo rendimento escolar, a sonolência diurna não é muito comum.
Na infância as causas respiratórias são as mais encontradas, tipo rinite alérgica e hipertrofia de adenoides.
No adulto encontramos diversas causas mas a obesidade é um fator importante.
No bebê muitas vezes precisamos ensiná-lo à dormir, pois não possui um padrão de sono-vigília bem estabelecido. Dorme de dia e deixa os pais acordados à noite.
A presença de ronco é um sinal de alerta para se procurar o especialista.
Não é normal roncar, e principalmente na infância.
Temos muitos problemas com as crianças para fazer elas dormirem, é necessário estipular horário para dormir.
A criança vai dormir tarde e tem que acordar cedo para escola, com isso possui quantidade insuficiente de horas de sono.
Durante a consulta os pais vão receber orientações sobre higiene do sono e será solicitado o exame, se o neuropediatra achar necessário.
Em todas as crianças com baixo rendimento escolar devemos avaliar o sono.

Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra