Conseguir envolver as crianças com o estudo escolar nem sempre é fácil.
A matéria dada às vezes fica muito distante de sua aplicação prática.
Dar a matéria de forma lúdica é o caminho mais razoável e usado pelas escolas.
Mas quando isso não dá certo?
O que fazer?
Este é o campo da psicopedagogia!
Psicopedagogia não é reforço escolar, seu papel principal é reiniciar o processo de aprendizagem do ponto onde foi rompido.
É conseguir resgatar esta criança ao processo de aprendizagem, usado maneiras diversas.
Diferente da psicologia, a psicopedagogia tem sua formação na pedagogia com especialização em psicopedagogia.
Está indicada em toda criança com dificuldade de se inserir no processo de aprendizagem natural do seu ano letivo.
Já vi muitas profissionais desta área conseguirem resgatar crianças usando seus temas favoritos.
Meninos apaixonados por aviões por exemplo, usa-se a miniatura do avião e demonstra-se a relação da velocidade x distância percorrida. Com isso os fundamentos de física e matemática são demostrados dentro do interesse da criança, e ela consegue visualizar o conhecimento.
Ao conseguir tirar a criança da inércia, começar a se empolgar com o conhecimento e com as descoberta a criança reinicia o processo de aprendizagem mais facilmente.
Usar as paixões da criança como sujeito no processo é um ótimo caminho.
Claro que isso só pode acontecer no atendimento individualizado, por isso normalmente ocorre no profissional da psicopedagogia.
Blog criado para o público geral, fala sobre neuropediatria com linguagem simples e clara. Tem como objetivo deixar a especialidade próxima e ao alcance de todos.
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Deficiência intelectual leve é causa de dificuldade escolar!
Pois é!
Uma das causas mais importantes, e muitas vezes classificada erradamente como deficit de atenção.
São muitas as causas da deficiência intelectual, se a deficiência for grave a própria família percebe. Fica claro à todos.
Mas as deficiências de graus leve a moderados são na grande maioria das vezes justificadas como desatenção ou preguiça.
O sofrimento fetal e a desnutrição no 1 ano de vida são as causas mais importantes de deficiência intelectual.
Esta criança não faz nada adequado para a idade, não acompanha a escola mas possui diversas dificuldades no dia a dia.
São infantilizadas, não conseguem manter amizades de grupos da mesma faixa etária. Procuram crianças mais novas ou bem mais velhas que ela.
Mas novas porque sua mentalidade está atrás da sua idade cronológica. E mais velhas porque o tratam como pequeno, cedendo e ajudando a entender as regras do jogo ou brincadeira.
Este tema ainda surge como grande tabu.
Os pais não aceitam facilmente, não querem enxergar.
Com o passar do tempo as diferenças se tornam maiores e o fato é constatado até pela família.
Este processo de não aceitação das deficiências prejudica muito mais a criança. Todos possuem potencial, e a criança com deficiência cognitiva tem potencial.
Seriam capazes de muitos sucessos, mas vão ganhar fatores emocionais pela tempo perdido.
Costumam adquirir baixa estima, isolamento social, distúrbios de comportamento com agressividade.
Percebem que as outras crianças o excluem.
Quem na infância queria um menino menor brincando com você?
O irmão menor?
Em sociedade procuramos formar grupos, onde todos entendam as regras do jogo. O menino que não entende a regra é tirado do jogo pelos demais.
A exclusão dos grupos sociais se faz de forma natural, por isso o diagnóstico é importante para interceder nestes momentos viabilizando a inclusão.
Todos tem potencial, mas é necessário se enxergar as dificuldades do filho para conseguir pedir ajuda.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Aprender é um processo! - parte II
São tantas as causas de baixo rendimento escolar e muitas tão subjetivas.
Partindo do ponto que aprender é um processo, precisamos dar sequência. Se a criança não domina um conteúdo não podemos avançar.
A matemática é assim, só devíamos ensinar a tabuada a quem já sabe somar.
E ao ensinar a tabuada mostrar que aquilo é uma soma de iguais, e não números jogados.
Tudo na verdade é uma sequência de conhecimentos que nos levam ao processo de aprendizagem.
A escrita e leitura também, a criança necessita desenvolver coordenação motora para realizar a cópia e depois a escrita.
Essa coordenação começa a ser trabalhada no Infantil, com a massinha de modelar e pintura de dedos. Mas os pais acham que aquelas tarefinhas são bobas, besteira.
E que se a criança não realiza a pintura é porque não gosta ou não tem paciência para essa besteira, quer brincar.
Pintar deve ser prazeroso, se não está sendo devemos avaliar com cuidado.
Desenhar é lazer para a criança!
O homem das cavernas começou a realizar desenhos, depois evoluiu para símbolos e depois criou uma linguagem escrita. Evoluiu num processo!
Muito errado esperar o período de alfabetização para perceber que a criança não possui coordenação motora fina para a cópia e escrita.
Perdemos tempo precioso, coordenação motora fina vai necessitar de muito exercício. Pode estar indicado Terapia Ocupacional ou apenas Arteterapia.
Mas ele tem 7 anos e já precisa aprender a ler e escrever? E agora?
Na maioria das vezes vai se empurrando com a barriga.
E da mesma forma que aprender é um processo, a dificuldade escolar se transforma em uma bola de neve.
Agora ficou tudo misturado!
Deficiências associadas a posturas inadequadas da escola e dos pais, além de inadequação de ano escolar.
Só um profissional experiente para desfazer esse nó, descobri o que veio primeiro e o que veio como consequência.
Com essa visão mas clara podemos elaborar um plano de ação para reiniciar o processo de aprendizagem.
Dra. Cristine Aguiar
Neuropediatra
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