segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Deficit de atenção! Enem!


Neste período pré Enem os adolescentes estão com uma carga elevada de aulas e simulados.
Todos não conseguem dar conta de todo o material para estudar, e não porque possuam deficit de atenção.
Apenas porque o ritmo e a cobrança se torna elevadíssima.
Aos que possuem diagnóstico firmado e em seguimento necessitam de incrementos nas doses.
Não adianta medicar quem não possuem diagnóstico, não haverá resposta clinica. E poderá haver efeitos colaterais.
A procura da alta performance se tornou usual nos nossos dias.
O que nos traz diversas consequências físicas e emocionais.
Falando um pouco sobre deficit de atenção é importante salientar que a medicação quando instituída fica até o inicio da universidade, pois o deficit de atenção ou hiperatividade melhoram com a idade. A medicação é usada juntamente com as terapias no período em que a criança possui atenção diminuída para sua idade. Apenas  5% destes pacientes necessitarão usar medicação na vida adulta.
Porém, a retirada acontece após este período do Enem. Não se torna adequado retirar ou diminuir dose num período onde todos são levados a estudar por muitas horas.
Ao chegar a Universidade o ritmo diminui e gradualmente o próprio paciente percebe que não necessita da medicação para realizar suas atividades acadêmicas.
Agora não é mais hora de se fazer diagnóstico, pois todos terão queixas por não conseguir dar conta da forma que gostariam.
Portanto, se existe queixas ou dúvidas de deficit de atenção procure avaliação e diagnóstico bem antes do Enem.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Como entender a tristeza?





Como lidar com a tristeza das crianças?
Quando é algo necessário para a aceitação da frustração de seu desejo?
A tristeza não combina com criança, o olhar vivo se torna vago e nos corta o coração.
A geração atual não aceita a frustração de sua vontade e por vezes grita mas em outras cala.
Ficamos incomodados com este sentimento, e não acredito que alguém consiga ficar indiferente.
Mas quando esta tristeza é necessária para o crescimento emocional da criança?
Quando ela pode significar algo maior por nós menosprezado?
Acredito que a dica está no tempo desta tristeza, tristeza não pode virar estado de tristeza.
Criança pode e deve ficar triste quando suas vontades não foram atendidas, mas deve conseguir superar, deve ser momentânea.
Se a criança não supera este momento, não vira a página algo está errado.
Algo de muito errado está acontecendo, e você tem que perceber.
Ceder a tristeza da criança não adianta muito, pois se for um meio para te manipular vai virar hábito.
Se for sinal de algo maior, o estado de tristeza permanece.
A felicidade se torna momentânea, o sorriso espontâneo não acontece e raramente encontramos a criança feliz.
Infelicidade atrapalha o sono, em alguns provoca insônia em outros sonolência.
Infelicidade atrapalha o apetite, em alguns abre o apetite em outros tira a fome.
Infelicidade se vive em preto, branco e cinza. A criança escolhe cores escuras para pintar, seus desenhos perdem as cores.
Infelicidade não combina com festas e amigos, combina com quarto, TV e tablet!
Criança deve ser feliz, alegre, curiosa, aventureira e barulhenta.
Criança feliz chega correndo para te contar algo da escola, tropeça nas palavras e rir antes de terminar a história.
Criança saudável tem brilho, ilumina nossa casa.
Pequenos momentos de tristeza podem e como já disse devem acontecer seu crescimento para entender que não pode fazer tudo ou ter tudo.
Mas passa!
Já apatia, preguiça para brincar não combinam com criança.
Criança não é assim!
Criança parada é criança doente, ou de corpo ou de alma.
Ser mãe é conseguir ver seu filho, é conhecer mas é também reconhecer!
Se você não consegue reconhecer o sentimento que habita a criança de forma destrutiva, você não está olhando para o seu filho.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Suicídio, risco real na infância!






No mês de setembro existe um movimento de conscientização do suicídio.
Estas datas servem para se debater os temas e esclarecer a população sobre as várias questões envolvidas.
O suicídio possui grande incidência em crianças a partir de 6 anos. Pode parecer estranho, mas as crianças morrem muito por suicídio.
Trabalhos científicos demostram que entre 6-15 anos é a primeira causa de morte!
Então precisamos falar sobre isso, quebrar o tabu deste tema.
Os sintomas de depressão na infância são muito pouco valorizados pela família, que justifica como temperamento ou "besteira".
Na depressão endógena de herança hereditária as crianças não precisam de motivos, a depressão não acontece por causa de algo.
Necessita de acompanhamento e tratamento, mas para isso é necessário o diagnóstico!
Para haver diagnóstico a família tem que dar valor aqueles momentos de tristeza e desânimo sem causa aparente ou de relevância para tanto.
Outros suicídios acontecem pela não visão real da morte, crianças pequenas não entendem o valor definitivo da morte.
São suicídios onde realmente não havia o real desejo da morte.
Existem casos tristes onde não houve nenhum desejo da morte, casos onde a criança fantasia super poderes imitando seus super heróis. Nestes muitas vezes morrem fantasiados, por isso sempre ter o cuidado de lembrar a criança.
Você não é o super homem, você está vestido de super homem!
Na mitomania a criança encarna o personagem e acredita ter suas características.
Já na pré adolescência o jovem deseja sair de suas dores de forma imediata, não conseguem ver saída para seus problemas. Tudo é muito intenso, o bom e o ruim.
Não são raros os casos de suicídio por fim de namoro.
Se acontecer algum momento aonde seu filho ameace se matar não pare a conversa.
Se existe esta possibilidade a criança tem um ideia de como vai se matar, e é importante você saber para tomar cuidados específicos para evitar.
Suicídio não tem volta!
Melhor pecar pelo excesso de zelo que negligenciar.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Auto ninar! Necessidade?








Criança deveria dormir como anjo!
Sono calmo e com respiração suave.
Porém, existem diversos distúrbios do sono na infância: bruxismo (ranger dentes), sonilóquio (falar dormindo), roncos e etc...
E existem alguns movimentos que não se caracterizam como distúrbio do sono, mas causam estranheza e preocupação.
Dentre estes estão as Mioclonias Híptnicas (mioclonias do sono) e o Jactatio Capitis Nocturna (movimento rítmico do sono).

Em ambos a ocorrência se dá no período de sonolência, entrada do sono e desaparecem após a criança adormecer.
Por apresentarem movimentos amplos e bruscos chamam muita atenção.

Mioclonia do Sono se manifesta com abalos em membros que podem acordar o paciente e deixar uma sensação de que a pessoa está caindo. Ocorre em membros distintos ora esquerda ora direita, possuem amplitude elevada e frequência baixa, não costumam ser rítmicos. É bom realizar um EEG para confirmação da hipótese, não necessitam de tratamento. É considerada comum na população.

Já no Jactatio Capitis ocorre um movimento rítmico, onde a criança bate diversas vezes a cabeça no berço até conseguir dormir. Estes movimentos ocorrem no inicio do sono. São classificado como um auto ninar , devido a violência dos movimentos bruscos com a cabeça assustam os pais.
Sua origem é desconhecida, o diagnóstico clinico e não necessita de tratamento.
Ocorre em crianças pequenas e costuma regredir espontaneamente por volta de 2a6m.
Já teve sua origem relacionada em crianças que não eram ninadas, seria uma necessidade natural da criança.
Não é comum, ocorre em 5-15% das crianças.
É considerado como uma atitude pacificadora, que acalma a criança para dormir.
Nestas crianças estes movimentos são necessários para que consigam relaxar e adormecer.
Ao adormecerem relaxam e param a movimentação.
A persistência destes movimentos é rara após os 3 anos, e se ocorrer deve-se investigar Espectro Autista (TEA).
Existe uma variação ainda mais rara, chamada de Jactatio Corporis, onde os movimentos ocorrem no tronco. Mas a única mudança é esta, em ambos não se aconselha uso de medicação pois, não causam danos ao paciente.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Dor de cabeça na infância! Será enxaqueca?






Não combina com criança!
Dor de cabeça não devia existir na infância, mas existe!
Na infância a enxaqueca reponde por mais de 80% dos casos.
A enxaqueca é uma doença de herança genética, portanto existe na infância sim!
Existem algumas diferenças na infância, principalmente os gatilhos da dor.
A alimentação aqui é um grande vilão.
A dor de enxaqueca tem como caraterística ser de média ou forte intensidade, muitas vezes acompanhada de vômitos.
E existe um ponto importante, criança que sente uma dor muito forte fica impressionada e com medo de sentir novamente.
Começa a relatar dor em frequência elevada, fato preocupante para a família.
É necessário separar os episódios de dor dos episódios do medo da dor!
Observar a criança e procurar um neurologista para orientações é sua melhor decisão.
Causas graves como tumor cerebral são poucos frequentes na infância, porém existem.
Na enxaqueca existe relação com fatores alimentares, cheiros fortes e claridade excessiva.
Anote a frequência da dor, este dado será importante na sua consulta.
O stress não deveria ser gatilho de dor na infância, mas já encontramos casos onde a relação fica evidente.
Existe tratamento para enxaqueca, não cura!
O abuso de analgésicos na infância são prejudiciais e aumentam a dor.
Deixe um vidro de analgésico para a criança, saber quanto você necessitou usar na criança também é um dado importante para você passar ao neurologista.
A enxaqueca quando diagnosticada na infância deve ser tratada, trabalhos científicos indicam melhora da evolução para a vida adulta.